O número de mortos em Gaza chegou a 72.939, segundo a WAFA, enquanto as forças israelenses continuavam ataques em toda a Faixa em 31 de maio de 2026. O Egito advertiu Israel de que escaladas perigosas em Gaza ameaçam o cessar-fogo, reportou a Al Jazeera English. Na Cisjordânia ocupada, as forças israelenses conduziram incursões, detiveram palestinos, e colonos realizaram múltiplos ataques no mesmo dia.

Gaza

O número de mortos em Gaza subiu para 72.939 conforme o Hospital Mártires de Al-Aqsa recebeu mais vítimas, informou a WAFA em 31 de maio. Um palestino morreu de ferimentos sofridos em um ataque israelense anterior, confirmou a WAFA. Ataques aéreos israelenses em 31 de maio causaram mais vítimas conforme reportado pela WAFA. No dia anterior, dez pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses no sul de Gaza, segundo a WAFA.

Um médico palestino foi morto e três pessoas ficaram feridas em um ataque israelense em Gaza em 30 de maio, reportou a Al Jazeera English. Israel retomou bombardeios de blocos residenciais inteiros em Gaza, deslocando dezenas de famílias adicionais apesar do cessar-fogo nominal, reportou a Mondoweiss. “O medo se tornou uma visita permanente em nossas casas”, disse um morador de Gaza à Mondoweiss.

A situação humanitária em Gaza permanece catastrófica. O cerco de Israel provocou um surto de doenças em acampamentos de deslocamento superlotados, com ratos, esgoto a céu aberto e doenças de pele se espalhando através dos assentamentos de tendas enquanto o sistema de saúde destruído luta para responder, reportou a +972 Magazine. O relatório de situação humanitária da OCHA de 25 de maio de 2026 documentou que as condições de vida permanecem críticas, com a maioria das pessoas deslocadas e expostas a riscos contínuos à saúde e ambientais. O Apelo Rápido de 2026 para o território palestino ocupado requer US$ 4,1 bilhões, dos quais apenas 13,8% foram cobertos, deixando US$ 3,5 bilhões não atendidos, segundo a OCHA.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou ao exército israelense apreender 70% da Faixa de Gaza, reportou a Al Jazeera English, observando que o exército já havia expandido seu controle além dos termos do cessar-fogo. O Egito advertiu que essas escaladas ameaçam o acordo de cessar-fogo.

Cisjordânia

As forças israelenses conduziram incursões e detenções na Cisjordânia em 31 de maio. Seis palestinos foram detidos nos governoratos de Tulkarm e Jenin, reportou a WAFA. As forças israelenses também detiveram dois irmãos durante uma incursão, e um palestino foi ferido por tiros israelenses perto do muro de separação, segundo a WAFA. Uma estudante palestina foi ferida após ser golpeada por forças israelenses, reportou a WAFA.

A violência dos colonos intensificou-se em múltiplas áreas. Colonos atacaram veículos perto de Jericó, informou a WAFA em 31 de maio. Colonos invadiram uma escola em construção no leste da Cisjordânia, e soldados israelenses agrediram um palestino e danificaram veículos. A OCHA observou que em apenas uma semana, 50 ataques de colonos na Cisjordânia resultaram em vítimas ou danos à propriedade, incluindo incêndios. O relatório de situação mensal da OCHA para a Cisjordânia de abril de 2026 registrou 596 estruturas demolidas e 804 palestinos deslocados até agora em 2026.

Em uma escalada significativa, a +972 Magazine reportou que Israel está apreendendo terras para uma base militar dentro de uma cidade da Cisjordânia pela primeira vez desde os Acordos de Oslo — uma ordem de apreensão perto do campo de refugiados de Jenin destinada a expandir a presença militar e de colonos no norte do território. A WAFA também reportou que colonos atacaram residentes palestinos em Beit e que colonos atacaram a aldeia de Deir Abu Mash al em 30 de maio.

Jerusalém

As autoridades de ocupação israelenses forçaram um jerusalemita a executar uma ordem de demolição, reportou a WAFA em 30 de maio. As autoridades israelenses também demoliram um restaurante perto da Porta de Damasco em 31 de maio, e compeliu proprietários de casas demolidas em Qalqilya a suportarem ônus adicionais, reportou a WAFA. Um município israelense forçou um residente de Jerusalém a agir contra sua propriedade em 30 de maio, segundo a WAFA. A OCHA observou em meados de maio que palestinos em Jerusalém Oriental continuam recebendo ordens de demolição para estruturas construídas sem licenças que raramente são concedidas — parte de um padrão de longa data de expropriação na cidade.

Política

A União Europeia impôs sanções aos colonos israelenses extremistas na Cisjordânia ocupada, dizendo que os indivíduos e grupos sancionados violaram os direitos dos palestinos, reportou a Al Jazeera English. A WAFA confirmou que a UE impôs novas sanções a grupos colonos extremistas e indivíduos em 28 de maio. O Ministério de Relações Exteriores Palestino disse que a inclusão de Israel na lista negra da ONU foi um desenvolvimento significativo, reportou a WAFA em 30 de maio. A ONU incluiu Israel em sua lista negra por violência sexual relacionada a conflitos, reportou a Al Jazeera English; o embaixador de Israel disse que Tel Aviv cortaria laços com o secretário-geral da ONU António Guterres em resposta ao relatório. Um relatório da WAFA também observou que um relatório da ONU acusou as forças israelenses de estupro e abuso sexual.

A Mondoweiss reportou que a administração Trump quer que os palestinos paguem pela ocupação americana de Gaza, com planos de usar fundos retirados da Autoridade Palestina para financiar a reconstrução, o que significa que os palestinos pagariam efetivamente duas vezes. O Knesset israelense votou para se dissolver, reportou a Mondoweiss, embora analistas tenham observado que qualquer governo sucessor deverá continuar as políticas atuais em Gaza e na Cisjordânia.

Fontes

Sobre este boletim: O boletim diário de Palestina da OliveWire é compilado apenas de fontes de notícias primárias e aprovadas de Tier-1; cada alegação factual é ancorada em uma URL extraída literalmente dessas fontes, e nenhum fato, citação ou URL é introduzido de fora do material de origem fornecido.

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