As forças israelenses mataram palestinos em Gaza e na Cisjordânia em 29 de agosto de 2026, enquanto a violência de colonos aumentava em toda a Cisjordânia ocupada e Israel visava uma instalação importante da UNRWA em Jerusalém Oriental. A Al Jazeera informou que ataques israelenses em Gaza mataram duas pessoas e atingiram um armazém de suprimentos hospitalares, com o Ministério da Saúde de Gaza observando aumento de vítimas em meio a operações israelenses intensificadas. A WAFA informou que um palestino foi morto por forças israelenses na Faixa de Gaza central, enquanto um relatório separado da WAFA confirmou um palestino morto e dois outros feridos em um ataque de drone israelense em Gaza.

Gaza

Os ataques israelenses continuaram ceifando vidas palestinas em Gaza em 29 de agosto. A Al Jazeera informou que os ataques atingiram um armazém de suprimentos hospitalares, agravando a situação humanitária já crítica. Três palestinos adicionais foram feridos em um ataque de drone israelense separado, de acordo com a WAFA. A violência do dia segue o relato da Al Jazeera de que ataques israelenses em 28 de agosto mataram cinco pessoas, incluindo três membros de uma mesma família, enquanto palestinos em toda a faixa continuam enfrentando grave insegurança alimentar.

As condições humanitárias em Gaza permanecem calamitosas. A Mondoweiss informou que a desnutrição aguda continua crescendo em Gaza, com restrições israelenses à entrada de alimentos impedindo a recuperação da fome. A Al Jazeera também documentou uma “fome de dinheiro” forçando residentes de Gaza a depender de sistemas de pagamento online pouco confiáveis. Um aviso do enviado da Junta da Paz Mladenov de que Gaza poderia estar “perdida para sempre” sublinhava a urgência da crise, com um relatório separado observando que o cessar-fogo corre o risco de colapso. O Apelo Relâmpago de 2026 da OCHA para o território palestino ocupado registrou requisitos de 4,1 bilhões de dólares, com cobertura de apenas 39,5%, deixando 2,5 bilhões de dólares não financiados, de acordo com a OCHA.

Ameaças israelenses contra gazaenses que voavam pipas adicionaram mais uma dimensão ao terror cotidiano enfrentado por civis. A Mondoweiss informou que Israel trata qualquer pipa voada em Gaza como um “ato de guerra” e ordenou seu exército a tratá-las como drones. O menino de treze anos Muhammad Owais disse à Mondoweiss: “Não sei o que podemos fazer que não deixe Israel furioso.” A Al Jazeera informou que o ministro da defesa de Israel renovou ameaças de expulsar palestinos de áreas onde pipas ou balões são voados.

Cisjordânia

A violência de colonos em toda a Cisjordânia atingiu níveis alarmantes em 29 de agosto, com múltiplos ataques documentados pela WAFA ao longo do dia. Colonos israelenses atacaram casas e abriram fogo em Yasuf, atacaram palestinos e ativistas estrangeiros, atacaram agricultores em Burqa sob proteção militar, danificaram propriedade agrícola, e atacaram a aldeia de al-Mughayyir. Duas irmãs palestinas foram feridas em um ataque de colonos perto de Ramallah, e uma família palestina foi atacada por colonos israelenses. Colonos também cercaram jovens palestinos dentro de uma casa em uma cidade da área de Nablus, e conduziram tours provocativos em terras da área de Belém.

As forças israelenses também mataram palestinos na Cisjordânia. A WAFA informou que um palestino foi morto e outro ferido em um ataque aéreo israelense. No dia anterior, a Al Jazeera informou que um ataque israelense matou três palestinos em Jenin. As forças israelenses também apreenderam um trator agrícola, e dois palestinos, incluindo uma criança, foram baleados durante atividade militar israelense, de acordo com a WAFA. Os dados da OCHA mostram que até agora em 2026, 1.027 estruturas foram demolidas e 1.364 palestinos deslocados na Cisjordânia, de acordo com a OCHA.

A situação em Qusra atraiu atenção particular. A Al Jazeera informou que colonos israelenses cercaram uma casa palestina em Qusra, enquanto um relatório anterior detalhou como três novos portões instalados por Israel ao redor de casas palestinas na aldeia estavam aprofundando temores de uma presença israelense permanente. A Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro documentou 900 incêndios provocados pela ocupação em um relatório recente.

Jerusalém

Israel invadiu e fechou o Centro de Treinamento de Qalandia da UNRWA, a primeira e única faculdade profissional da agência em Jerusalém Oriental, provocando uma resposta contundente da agência. A WAFA informou que a UNRWA condenou as ações israelenses visando o Centro de Treinamento de Qalandia. A Al Jazeera informou sobre a invasão e fechamento, descrevendo o centro como uma linha de vida para refugiados palestinos. Um caderno de um repórter da Al Jazeera detalhou a ameaça à instituição, que representa a única instalação vocacional da UNRWA restante em Jerusalém Oriental.

Política

A África do Sul apresentou um dossiê à Corte Internacional de Justiça sobre o não cumprimento de Israel das ordens da ICJ, de acordo com a WAFA. Separadamente, a Mondoweiss informou que Hamas, Jihad Islâmica e dissidentes rivais do Fatah se uniram em uma coalizão sem precedentes antes das primeiras eleições palestinas desde 2006, embora a repressão israelense e a pressão externa levantam dúvidas sobre se eleições livres são possíveis sob ocupação. O Gabinete Palestino alertou sobre uma crise humanitária agravante em Gaza e escalada de condições na Cisjordânia.

Fontes

Sobre este resumo: O resumo diário da Palestina da OliveWire é compilado apenas de fontes de imprensa verificadas e primárias de nível 1; toda alegação de fato é ancorada a uma citação integrada extraída literalmente do material de fonte fornecido, sem fatos externos ou URLs fabricados introduzidos.